Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]


Violência: os monstros existem

por Clara, em 03.02.15

Como é que um homem consegue valer-se da sua força e brutalidade na própria mulher, nos filhos que nasceram sangue do seu sangue?

Vemos casos de violência doméstica noticiados diariamente e ficamos chocados, claro que sim, mas é so naquele momento, pouco depois esquecemos. Esquecemos porque não conhecemos aquela realidade, aquelas pessoas, até ao dia em que somos postos frente a frente com essa monstruosidade, até ao dia em que alguém chega manchado de nódoas negras, até ao dia em que nos dizem que já denunciaram mas, ainda assim, não restou outro lugar para dormir que não os fundos da sua própria casa. E ficamos paralisados. Enfurecemos, enraivecemos com a impotência de não poder fazer nada. E ficamos só na esperança de que o desfecho seja o melhor e que quem tem nas mãos aquelas vidas faça o que lhe compete, salvar aquela mulher e os filhos do monstro que os aterroriza todos os dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)


15 comentários

Imagem de perfil

Clara a 18.02.2015

Caro Fernando, a dirigir-se novamente a mim, peço-lhe encarecidamente, não me trata por dona. Odeio!
Obrigadinho.
Posto isto, concordo com quase tudo o que escreveu, tirando ali aquela última frase, claro está, que aqui quem escreve sou eu. Escrevo sobre o que quero, como e quando quero.
Bom, mas respondendo-lhe (que eu não quero passar por mal educada)... Claro que sim, há monstras (muito embora a palavra não soe bem), e eu sou absolutamente contra a violência psicológica e física, de mulher para homem, de homem para mulher. Mas, sabe. o que mexeu comigo e me fez escrever este post, o que me causou nojo, o que me fez chorar de indignação foi conhecer um caso concreto, sabe. Ali, à frente dos olhos. Nódoas negras na mulher, carteira e telemóvel roubados, saber que foi forçada a dormir na garagem da própria casa, com a filha, com a filha, ouviu bem, com a filha, porque o cabrão bate na mãe e na filha.
Há monstras, há sim, mas eu apenas quis falar dos monstros, em geral, e deste filho da puta, em particular. Perdoo-me o calão!
Sem imagem de perfil

fernando a 18.02.2015

Clara (tomo a liberdade de a tratar só assim)
Compreendo que o blog é seu e escreve sobre e como quer ( nunca me passaria pensá-la como com menos "chá", muito menos por pouco educada) o seu nojo conheço-o, já lidei com ele e mais grave, fui o técnico de saúde que tratou a vitima, sabe, faço parte das vitimas silenciosas, os que lidamos com as vitimas e não nos podemos manifestar, nem somos acompanhados, por muito grandes que sejam os nossos traumas, já tive a minha dose, uma confidencia, recebi uma menina de 12 anos que tinha sido vitima de tentativa de abuso pelo tio, imagina o asco que senti? não, não consegue imaginar (o português vernaculo também faz parte do meu lexico, e se calhar bem mais duro que o seu).
Não assobie para o lado, grite, acuse, faça barulho, mas acima de tudo não vivencie esses traumas, porque depois as vitimas retiram as queixas e nós é que ficamos "mal no boneco".
Imagem de perfil

Clara a 18.02.2015

Mais uma vez, concordo. Acredite que sim.
Temos mesmo que gritar e virar o mundo do avesso se preciso for. Em nome da dignidade, de homens e mulheres.

Comentar post



A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

foto do autor



Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D




Pesquisar

  Pesquisar no Blog