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Violência: os monstros existem

por Clara, em 03.02.15

Como é que um homem consegue valer-se da sua força e brutalidade na própria mulher, nos filhos que nasceram sangue do seu sangue?

Vemos casos de violência doméstica noticiados diariamente e ficamos chocados, claro que sim, mas é so naquele momento, pouco depois esquecemos. Esquecemos porque não conhecemos aquela realidade, aquelas pessoas, até ao dia em que somos postos frente a frente com essa monstruosidade, até ao dia em que alguém chega manchado de nódoas negras, até ao dia em que nos dizem que já denunciaram mas, ainda assim, não restou outro lugar para dormir que não os fundos da sua própria casa. E ficamos paralisados. Enfurecemos, enraivecemos com a impotência de não poder fazer nada. E ficamos só na esperança de que o desfecho seja o melhor e que quem tem nas mãos aquelas vidas faça o que lhe compete, salvar aquela mulher e os filhos do monstro que os aterroriza todos os dias.

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15 comentários

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Ana Maria a 18.02.2015

Qualquer um é livre de virar costas e sair porta fora! Se não está satisfeito mude-se. Agora, trancarem-me a porta a impedirem-me de sair, tirar a minha carteira, agarrar na minha filha e fazer de barreira... Por favor!
Ainda há quem tenha conseguido escapar...

Nada mas nada justifica a violência!
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fernando a 18.02.2015

D. Ana Maria, a resposta que deu ao Luis Silva serve para si, quem é contra a violência de género, é-o contra qualquer forma, não só quando as mulheres são vitimas.
No ano de 2013 foram assassinadas 40 pessoas em ambiente de violência de género, 30 mulheres e 10 homens, mas a violência teve numeros muito mais expressivos, foram mais de 4000 casos de violência fisica e destes 20% foi de mulheres sobre homens, nos casos de violência psicológica os numeros invertem-se e os homens foram as vitimas em mais de 75% dos casos.
Aconselho-a a ler e informar-se sobre a realidade da violência de género em Portugal.
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Ana Maria a 18.02.2015

Há também violência entre casais de homossexuais, violência entre familiares que vivem juntos (nomeadamente de filhos sobre pais e vice-versa), violência em muitas situações e de muito tipo independentemente do género.
Agora, a prevalência, gravidade e intensidade é indiscutivelmente a exercida pelo homem sobre a mulher.
Lhe garanto que qualquer pai ou mãe receia mais pelo risco que o descendente sofra violência doméstica se for uma filha.
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fernando a 18.02.2015

Perdoe-me pelo que lhe vou escrever, mas reitero o que escrevi antes, o que a senhora escreveu ao Luis serve para toda a gente, quem está mal muda-se.
O problema está precisamente no que a senhora escreve, e que é escrito pela quase totalidade das pessoas, só às mulheres é dada importância, a violência tem de ser vista e analisada em todas as suas vertentes, e, a haver honestidade posso assegurar-lhe que a violência entre género está "perfeitamente" equilibrada, a diferença entre vitimas não chega a ser de 10%, verdade infelizmente, pendendo mais para as mulheres como vitima.
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Luís Silva a 18.02.2015

Ana Maria, pois a violência tornou-se um flagelo deste mundo e no doméstico mais terrível ainda, mata-se os mais frágeis, tanto pode ser homem como mulher, mas o mais arrepiante é que muitas vezes não se sabe mais, porque as vitimas tem medo e há julgamentos da sociedade, neste caso falo dos homens que tem vergonha de dizer que são vitimas de violência doméstica, porque são considerados o sexo forte e aí, há sempre dúvidas se é ou não, em relação ás mulheres é mais fácil e infelizmente com as situações que nós vamos sabendo, a morte.

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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