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Violência: os monstros existem

por Clara, em 03.02.15

Como é que um homem consegue valer-se da sua força e brutalidade na própria mulher, nos filhos que nasceram sangue do seu sangue?

Vemos casos de violência doméstica noticiados diariamente e ficamos chocados, claro que sim, mas é so naquele momento, pouco depois esquecemos. Esquecemos porque não conhecemos aquela realidade, aquelas pessoas, até ao dia em que somos postos frente a frente com essa monstruosidade, até ao dia em que alguém chega manchado de nódoas negras, até ao dia em que nos dizem que já denunciaram mas, ainda assim, não restou outro lugar para dormir que não os fundos da sua própria casa. E ficamos paralisados. Enfurecemos, enraivecemos com a impotência de não poder fazer nada. E ficamos só na esperança de que o desfecho seja o melhor e que quem tem nas mãos aquelas vidas faça o que lhe compete, salvar aquela mulher e os filhos do monstro que os aterroriza todos os dias.

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2 comentários

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100 Marcas a 18.02.2015

Sei bem o que é viver ao lado de alguém que nos faz mal diariamente.
Não conheço a realidade da violência física, mas a psicológica é o suficiente para me manter sempre em alerta e cheia de medo.
Não é fácil pedirmos ajuda e não é fácil alguém de fora nos ajudar. Ainda por cima quando os maus tratos não deixam marcas e não estão visíveis para as pessoas de fora, há sempre o receio que a vítima esteja a "exagerar".
Ninguém se quer meter entre marido e mulher e "destruir" uma família. A vítima é que tem que enfrentar o agressor e tem que ter a coragem de acabar com tudo, mesmo quando sabe que sair de casa não vai ajudar em nada.
É uma situação que ninguém percebe, só quem a vive e passa por isso.
Sem imagem de perfil

Fernando a 19.02.2015

100 Marcas
Os apoios existem, e ao inves do que pensa, a nivel oficial, deixe de pensar que quem a ouve vai fazer "ouvidos de mercador", procure os serviços do Instituto de Medicina Legal, a APAV, e peça para falar com os psicologos, ou uma esquadra/posto da PSP/GNR e peça para falar com alguem do nucleo de apoio às vitimas.
Cada vez à mais serviços despertos para os problemas da violência de género, acredite no que lhe estou a escrever.

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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