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Pedrógão Grande

por Clara, em 22.06.17

Estive em Fátima no sábado. Cheguei ao final da tarde, com um calor tremendo e um ar sufocante. Enquanto jantávamos, olhávamos a escuridão no horizonte. O empregado de mesa dizia-nos que "quando vem daquele lado, é chuva na certa". Enganou-se! Enganámo-nos todos, saberíamos depois.

Seguimos para o Santuário (com o carro já coberto de faúlhas de um "qualquer" incêndio, presumíamos) e por lá ficámos até bem perto das 0h00. Só no regresso ouvimos as notícias que davam conta de mortes num incêndio em Pedrógão Grande. 19, diziam. Mortes? 19 Mortos???

No dia seguinte, 40, 50... 60!

Inacreditável...

(Aquela escuridão... O ar sufocantes... as faúlhas...)

Morreram 64 pessoas, vítimas de um incêndio!!!

E nada falhou? Quanto mais leio, quanto mas vejo, quanto mais oiço, menos compreendo.

E ainda não desatei este nó na garganta...

Quando é que acordamos???

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#prayforparis

por Clara, em 16.11.15

Faltam as palavras. Sente-se o medo. Em 2001 quando as torres caíram o mundo ficou petrificado, de olhos cheios de lágrimas, lamentando aquela tragédia inexplicável. Mas era longe, tão longe que não se sentia aqui, nesta bolha (como li algures) que é Portugal, o cheiro do medo.

Agora foi ali ao lado que aconteceu. Sim, Paris é já ali, e temos lá tantos dos nossos... irmãos, pais, mães, sobrinhos, amigos... Estamos todos (Todos!) a viver sob ameaça constante, aqui, lá, onde quer que estejamos. Neste momento, é isso que todos sentimos, não é? É medo!

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Passam a fronteira

por Clara, em 22.07.15

E tornam o trânsito insuportável. E conduzem os carros com o símbolo da federação. E enchem as esplanadas de branco, da cabeça aos pés. E os supermercados. E as lojas. E ocupam, no mínimo, duas mesas, onde quer que estejam. E passeiam os seus bebés e as suas crianças, que são sempre muitas. E conversam sobre o estado lastimável a que chegou o nosso país. E que "lá fora" as coisas estão difíceis. E que não há emprego para mais aventureiros. E que, mesmo assim, o país que adoptaram é em tudo melhor que este.

Sejam bem-vindos, caros emigrantes portugueses. 

E boas férias.

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Este blogue continuará a ser escrito pela grafia anterior ao acordo ortográfico ou, na loucura, poderá ser um mix do antigo e do novo, pelo menos até a Clara aprender todas as regras do "novo Português"!!! Aquela do "pára" que já não é "pára" mas sim "para" não consigo compreender. Algum professor desse lado se oferece a explicar?

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Do campo

por Clara, em 12.05.15

Estou aqui verdadeiramente revigorada, após um fim-de-semana maravilhoso em pleno Alto Minho. Podia descrever agora onde estive alojada, falar-vos das maravilhas do turismo rural e da simpatia com que me acolheram, o que degustei e visitei mas, como os custos foram suportados por mim, não me apetece fazer campanha publicitária gratuita (o meu estatuto de bloguer é fraquinho, fraquinho, fraquinho, fazer o quê?!).

Pronto, agora que já perceberam o quão apurado está hoje o meu humor, deixo-vos com uma dica: vale muitíssimo a pena explorar e conhecer o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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