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Na estrada, somos todos os maiores

por Clara, em 18.05.18

Um cabrãozinho (começo logo assim para qualificar o tipo de pessoa que faz isto) gesticula com as mãos depois da minha pessoa o ter feito, em protesto pela sua paragem repentina, sem dar um filha da mãe de um pisca, ou os quatro, ou qualquer porcaria que me indicasse que o senhor ia parar, em plena faixa de rodagem, para... deixar o filho (presumo eu). 

Pensamento do cabrãozinho: O portão da escola ali a uns metros, o menino tem que ficar à portinha, nem que para isso eu tenha de parar o meu carro aqui, de repente, sem dar qualquer sinal a quem está atrás de mim. Quem lá vem ponha o pé no travão, se não quiser enfaixar-se aqui na minha traseira.

Quem estava atrás do cabrãozinho? Eu.

E o que é eu fiz? Travão a fundo, claro.

E depois? Falei sozinha, e usei as mãos para perguntar à minha pessoa o porquê de existirem condutores assim, que acham que podem tudo e os outros que se amanhem. Notem que nem buzinei, coisa rara! Mas, ainda assim, o tipo indignou-se com o meu gesticular de mãos.

E - perguntam vocês - o que é que ele fez, Clarinha? Eu conto-vos, que eu cá preciso de desabafar.

O machão, a que carinhosamente chamo aqui de cabrãozinho, decidiu gesticular mais ainda, dono da razão, e abriu a sua porta, numa clara tentativa de vou resolver isto com duas chapadas na fucinheira da gaja. Ou pensou duas vezes, ou percebeu que a criança que transportava assistia àquela cena deprimente, ou qualquer outro motivo fez com que voltasse a fechar a porta e arrancasse em modo velocidade furiosa.

Lindo! Pá, que lindo que foi.

Olhem, ainda tirei a matrícula, pelo sim, pelo não. E sorri-lhe, mas a tremer da cabeça aos pés...

Chamei-lhe tantos nomes, tantos e tão feios, que cabrãozinho se torna um elogio.

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Homenzinhos, uns cabrões!

por Clara, em 22.06.15

Vocês que me leêm, que estão aí desse lado, atentem no que vos digo, ele há homens que conseguem acabar uma relação, traduzida num casamento com filhos, numa conversa pelo skype. E nem sequer me refiro a uma videochamada, mas sim a mensagens escritas. Não que isso faça muita diferença no caso em questão, muito embora as palavras escritas possam ser aqui uma vantagem. Se, por um lado, eliminam dúvidas, por outro, a pessoa abandonada, em querendo relembrar o filho da puta com quem se meteu, basta que consulte o histórico das conversas.

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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