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Se enlouquecer

por Clara, em 19.09.18

Saibam que é por andar a mil a toda a hora e momento. Por me faltar a respiração pausada. Por passar um dia enfiada no escritório e chegar a casa com o cronómetro a ditar o tempo para os banhos, os jantares, o escovar de dentes, a preparação das roupas para o dia seguinte e o deitar.

Só quando o silêncio se instala - finalmente! - é que eu tenho a capacidade de ver o dia com outros olhos, com outra calma. Fumo um cigarro e faço scroll nos instagrams desta vida.

Ainda não foi o dia de enlouquecer.

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Setembro

por Clara, em 06.09.18

É o mês dos recomeços por excelência. Setembro é bem mais recomeço do que um Janeiro de qualquer ano. Sinónimo de nova temporada no trabalho. De novo ano letivo. De novos cortes de cabelo...

Setembro é o meu mês de memórias. Das que me marcaram profundamente.

Setembro é mês de celebração. O meu miúdo faz anos dentro de alguns dias. Vou fazer-me à vida, tenho uma festa para preparar.

...

Bom recomeço, para quem está desse lado!

 

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Da (minha) atualidade

por Clara, em 26.06.18

Regressei a casa, embora as obras ainda não tenham sido dadas como terminadas. Há uns pormenores que estão em falta, mas mostro aqui o "depois".

Entretanto, já se contam 2 cirurgias, no decorrer deste ano, na minha família e eu desdobro-me em cuidados. Não bastando, tenho o mais novo em lista de espera para intervenção cirúrgica do serviço de oftalmologia. 

Vou arranjando um tempinho para ver Portugal jogar.

Falta muito para as férias do meu "querido" mês de Agosto???

 

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Sobe, sobe, combustível sobe...

por Clara, em 21.05.18

Abasteci gasóleo esta manhã, ao simpático preço de 1.479€/lt...

Se, ao invés de fazer a viagem de carro, optasse por andar a pé ficava em forma num instante e ainda me livrava do stress do trânsito (não esqueci o episódio de sexta). Melhor do que isso, poupava muuuuuuuuuitos euros em combustível. 

Porém, caminhar quase 100 km por dia é capaz de ser um nadinha complicado!

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Se algum dia acreditei

por Clara, em 15.05.18

Fui sempre catalogada como "boa aluna".

Ainda na primária, fiquei dececionada por assegurar apenas o 3º lugar no Quadro de Mérito (que estupidez!). 

Mais tarde escorreguei na Matemática e fugi dela quando ingressei no ensino secundário. Hoje, acho mesmo que a ideia preconcebida de que aquela disciplina era um bicho papão ditou a minha escolha pelas humanidades. 

Não precisei nunca de ter a minha mãe a limitar o tempo de brincadeira em prol do estudo, eu mesma tinha essa consciência. No ensino superior, idem. Aluna aplicada mas também elemento presente das festas académicas, das praxes, da tuna... 

Perante as pautas, ficava muitíssimo orgulhosa sempre que um resultado ia de encontro ou superava as expectativas.

Muito embora a minha vida profissional não o exigisse, seis anos após concluir a licenciatura, decidi avançar para o mestrado, numa perspetiva de aprendizagem contínua e evolução pessoal. Aí não facilitei nada, talvez com o intuito de me pôr mesmo à prova.

Orgulho-me do percurso que fiz e do que me foi proporcionado mas lamento o facto de me subestimar e ficar envolta em inseguranças. Enquanto estou a meio do "processo", duvido de mim e das minhas capacidades. Depois lá vem a vida encarregar-se de mostrar que a palavra chave é Acreditar, e que o esforço é sempre compensado.

Para minha absoluta incredulidade, primeiro fui convidada a escrever um capítulo de um livro e, depois, a dar uma aula onde já estive, tantas vezes, como aluna e... 

continua... 

Só ainda não como nem de que jeito, mas continua, tenho a certeza. 

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Rumo ao 36

por Clara, em 28.09.17

Não tarda está aí o meu aniversário. O que eu gosto de fazer anos! 36 anos é uma idade bonita e, muito embora o número possa já parecer pesado, sinto-me bem nesta casa dos trinta, com a excepção de uma porcaria que me anda aqui a consumir os nervos.

Ao que parece, tenho tendências para a hipotensão e começa a ser frequente sentir o meu corpo a desfalecer, o que deverá andar muito próximo de um desmaio (ainda não aconteceu efetivamente). Nessas alturas, em que as tonturas, os tremores e um paladar estranho na boca tomam conta de mim, fico com medo de morrer, parva que sou. Isso não vai acontecer assim, não agora que tenho 2 crianças para ver crescer, penso depois. Mas na hora, naquela hora...

Fiz uns exames que monitorizaram durante 24 horas a pressão arterial e a frequência cardíaca. Toda eu me tornei numa espécie de robocop, a sentir o braço esmirrar de 20 em 20 minutos e não foi bom. Se os resultados ajudarem a perceber o que se passa comigo, aí já digo que foi muitíssimo bom.  

Voltando ao início, faço anos dentro em breve e o meu mais velho até já escolheu a decoração do bolo de aniversário. Aposto as fichas todas em como será um estrondoso sucesso, "um bolo dos PJ Masks"! Faço 36 anos, tem tudo a ver! 

 

Nestas contas, um dia depois de levar uma mão cheia de golos, espero que o meu Benfica ande um número à frente! #rumoao37

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A "distâncianet" que nos separa

por Clara, em 22.09.17

Gosto de afectos! Sou de mimos, de toque, de presença, de coração aberto e preocupado com tudo e com todos os que me dizem respeito.

Sou de telefonemas, de mensagens, de palavras, e até de imagens, mas dirigidas à pessoa e não ao mundo inteiro.

E, cada vez mais, sou de contacto directo, de beijos, de abraços apertados que quase cortam a respiração.

O mundo virtual dá um pontapé nisto tudo e transforma as pessoas em frases soltas e em fotografias com filtros! Tenho uma das minhas pessoas a viver a anos luz de distância. São muitos os quilómetros que nos separam, mas toda a gente diz "hoje é fácil ser emigrante, com a internet..." Não há dia que não tenha notícias dela, verdade, mas as notícias não são para mim porque não é comigo que ela fala. Ela comunica através da partilha de frases feitas e de fotos a fazer boquinha de pato. Nem em dias especiais ela abandona as redes sociais. De que me serve um parabéns escritos com letra bonita e olhos em forma de coração? "Saudadesssssss", escreveu ela, num post que já conta com muitos likes

Eu gosto de afectos, já disse?! E preocupo-me, e sofro, e carrego os problemas dela, e tento resolver, e ajudo, e estou lá quando chama.

Nem o telefone tocou em dia de aniversário...

Primeira resolução para 2018. Eu, em primeiro lugar.

 

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Músicas que falam por mim #4

por Clara, em 27.06.17

"Ali
Eu soube que era amor para a vida toda
Que era contigo a minha vida toda
Que era um amor para a vida toda"

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Tenho medo das palavras

por Clara, em 23.06.17

Expresso-me melhor a escrever do que a falar, digo eu que, às tantas, não faço bem nem uma coisa nem outra.

Tenho uma pessoa de quem gosto muito a precisar de um "vai tudo correr bem" ou um "vai dar certo"... Uma amiga, que é também colega de trabalho, relativamente recente minha vida, está a passar por momentos complicados, por uma fase menos boa.

Eu, tão magoada que fui nestas coisas da amizade, quero ter a capacidade de não catalogar toda a gente na mesma categoria, e mostrar a essa pessoa que lhe dou a mão, e o braço se também for preciso.

Eu que, ao longo dos últimos anos, quis manter um distanciamento confortável nas ligações que criei com colegas de trabalho, deixei que desta vez fosse diferente. Não posso não alimentar uma amizade só porque tenho medo. E, portanto, o meu receio agora passa por não ter a palavra certa, no momento certo, porque nisto das palavras eu não sou a melhor. Conforta-me saber que estando eu no seu lugar, o silêncio no colo de uma amiga seriam o bastante para me sentir melhor.

Com isso, com essa presença, os que preenchem o meu coração poderão sempre contar! Ela não será excepção...

 

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Do DIU

por Clara, em 27.04.17

Et voilá, cá estamos, já com um novo corpo dentro do meu próprio corpo. Assustador, não é? Não é nada, descanse quem estiver desse lado, a pesquisar sobre o assunto e que, por mero acaso, veio aqui parar.

Bom, obviamente que nem tudo se dá com a facilidade e descontracção de quem vai beber um café, mas também não é o terror dos terrores. Ah, e a embalagem do DIU (pelo menos, do Mirena) tem um efeito dissuasor pelo seu tamanho mas vai a ver-se e, afinal, aquilo é mesmo pequeno e parece inofensivo. Portanto, não desistam logo aí.

A introdução propriamente dita é, digamos, desconfortável. E dói. Um bocadinho, mas dói. Claro que ficar nervosa não ajuda, o ideal é ir respirando fundo várias vezes e relaxar os músculos.

O meu útero foi (e continuará a ser) um bocadinho sacana! Tem uma forma um pouco diferente do habitual e, até o médico perceber isso, as sucessivas tentativas não produziam o feito desejado. Uns 15 ou 20 minutos depois, finalmente, estava no sítio.   

Agora só daqui a 5 anos é que volto a preocupar-me com a assunto, se me lembrar, claro. Não é fantástico?

Mentira. Daqui a 3 meses volto ao consultório para avaliar a ligação estreita que deverei, entretanto, criar com o DIU.

Olhem, que o tipo não me dê muitas chatices e efeitos secundários, é só o que eu lhe peço. Se assim for, temos todas as condições para que a relação perdure!

 

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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