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Dador de medula óssea

por Clara, em 15.03.17

A desculpa era sempre a mesma, a falta de tempo. Ausentar-me do trabalho (quando já o tenho feito inúmeras vezes porque os filhos assim o exigem) não era opção e, ao fim-de-semana, sejamos francos, queremos é tempo em família e coisas assim.

Soube da história da Maria através das redes sociais e, se ficamos sensibilizados quando qualquer pessoa enfrenta assim uma batalha, quando se trata de bebés e crianças, o choque é ainda maior. Digam-me lá se não levamos um valente murro no estômago quando nos deparamos com isto? Eu tenho um filho da mesma idade e não consigo sequer imaginar... Só que, lá está, na altura ficamos chocados mas depois o tempo passa e já nem nos lembramos que podemos ser a "agulha no palheiro" e que vale mesmo a pena tentar ajudar.

E, senhores, é tão simples quanto isto. De Norte a Sul há imensos locais de colheita onde se podem inscrever como dadores de medula óssea. Está tudo na página da Maria ou então na APCL, bastam 5 minutos a pesquisar. Foi isso que eu fiz e, assim que vi um evento agendado para o fim-de-semana, perto de casa, não hesitei. Lá fui, com a família atrás, na manhã de domingo. Tinha lido uma dica nos comentários do facebook de outros potenciais dadores quanto à possibilidade de imprimir o formulário de inscrição na página da APCL e levá-lo já preenchido para encurtar o tempo (mas quem não quiser fazê-lo, pode obviamente prencher no local). Quando fui atendida (calhou-me na rifa uma senhora muitíssmo mal disposta e que revirou os olhos quando lhe pedi a caneta só para corrigir um contacto!!!) disse que só pretendia fazer inscrição para dador de medula, isto porque estavam também a registar dadores de sangue. Dali passei imediatamente para uma enfermeira que me fez a colheita de um tubinho de sangue e... e mais nada. É só isto! Se custa, se dói? Eu, pessoalmente, não senti qualquer dor e, convenhamos, o que é uma picada de uma agulha perto da agonia e sofrimento de quem procura, a cada minuto, quem lhe salve a vida.

Façam-no também. Por todos os que precisam!

E, aos que precisam, que rapidamente encontrem. 

Que a Maria encontre  

@SalvaraMaria

   

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12 comentários

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De Sandra Wink.Wink a 17.03.2017 às 19:33

O que eu não compreendo é, como é que as pessoas que podem, não são dadores de medula ossea. Todos deviam de ser! Só de imaginr que há por ai alguém que pode precisar, uma mãe um pai de alguem, uma criança!
Parabéns pelo post Clara.
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De Clara a 20.03.2017 às 10:59

Obrigada :)

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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