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Da reunião de pais

por Clara, em 16.04.15

Não correu assim tão mal, pelo menos enquanto eu lá estive (sim, saí antes de terminar mas por motivos de força maior e não por achar aquilo inútil). Começou menos bem, com 20 minutos de atraso, o que me deixou logo de nervos em franja. Detesto esperar, faço sempre um esforço por ser pontual e à hora marcada estava lá. Eu e mais uma dúzia de pais. Ora, esperar 20 minutos pelos que ainda não tinham chegado fez-me, imediatamente, mais 4 cabelos brancos, 1 por cada 5 minutos de atraso.

Mas vamos ao cerne da questão, a reunião. Tinha como objectivo discutir os problemas que os pais entendem pertinentes para que a associação transmita, aos órgão de direcção da instituição, essas mesmas inquietações e sugestões de melhoria. Relevante, sim senhor, pensei eu. Por isso mesmo, fiz uso da palavra e ajudei à "festa".

Não vou dizer que a discussão foi perfeita e os pais conseguiram sempre manter a ordem. Interrompiam-se com frequência e falavam alto para marcar bem a sua posição. Repetiam-se, repetiam-se muito para frisar que aquilo sim é que era fulcral. Lá está, achamos sempre que os nossos problemas são os mais importantes e têm de ser debatidos até à exaustão.

Bom, nunca pior, é o que vos digo, nunca pior...

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Reunião de pais

por Clara, em 15.04.15

Reuniões de pais das criancinhas pequerruchinhas da creche fazem sentido? Se alguém for experiente nestas andanças, por favor, diga-me, pois mais logo espera-me um compromisso dessa ordem e eu preferia saber com o que posso contar. Vale a pena levar um livro para quando aquilo descambar com reclamações ou estou redondamente enganada e os pais comportam-se melhor que os filhos, falando um de cada vez, mantendo a ordem e respeito...?

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Fui a tempo

por Clara, em 13.04.15

Estou lesionada num pé.

Ontem, corri que nem uma gazela para impedir que o meu filho contasse uns degraus em casa dos avós. Senti o coração a querer sair-me pela boca e fiquei com um pé magoado. Antes eu do que ele, sempre.

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Onde é que eu já falhei como mãe?

por Clara, em 09.04.15

Tenho um filho convertido num pequena fera indomável, que a qualquer vontade não satisfeita responde com uma senhora birra.

Na creche elogiam-lhe o bom comportamento, a serenidade, o facto de não se atirar para chão em protesto!!! Eu pergunto... Esqueçam, nem vou perguntar.

Logo vamos ter uma conversinha, meu menino, de mãe para filho.

Não dizem que as crianças percebem tudo (mesmo quando ainda nem 2 anos têm)?

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Sabem que mais

por Clara, em 02.04.15

vem aí um fim-de-semana prolongado de quatro dias. No trabalho já estou a abrandar o ritmo e o calor que se faz sentir está a convidar-me a um belo passeio, lá mais para o final da tarde, de mãos dadas com ele e com o nosso filho.

Em nenhum outro lugar me sinto mais feliz e realizada do que junto deles! 

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Já não bastava ter acordado às 7 horas da manhã - o meu filho ainda não sabe o que significa ser 'domingo ' - ainda tenho de ouvir as conversas cruzadas dos meus vizinhos do primeiro andar, enquanto procuro novamente o sono no silêncio do quarto. Bom domingo!

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Papá(s)

por Clara, em 19.03.15

Não sei porquê mas, hoje, anda por aí toda a gente a dizer “ah e tal , tenho o melhor pai do mundo"... quando, garanto-vos, o melhor do mundo é o MEU.

Empatado, obviamente, com o pai do meu filho. E tenho dito!

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Da perda gestacional

por Clara, em 02.03.15

Há uma petição em curso para a criação do Dia Nacional para a Sensibilização da Perda Gestacional.

Eu assinei, muito provavelmente devido ao que vos conto em seguida.

 

Eu já perdi um filho, o meu primeiro filho. Perdi-o com poucas semanas de gestação. Não sei comparar dor, não conheço escalas que meçam a dor de uma pessoa que perde um filho sem o ter no colo, a dor de uma pessoa que perde um filho no parto, que perde um filho com muitos anos de vida... não sei. Sei, apenas e só, a dor que eu senti e, asseguro-vos, é a pior de todas, porque é a MINHA dor. Vi, no meu sangue, e senti, no meu corpo, a perda. Nunca se está preparado para isto!

Quis o destino que naquele dia acordasse com dores no corpo todo. Saí da cama e fui directamente ao wc. Sangue. Larguei imediatamente num pranto de desespero, certa do que estava a acontecer. Já na triagem das urgências e a conter o choro expliquei à enfermeira o porquê de ali estar. Subi para o piso de Obstetrícia e na sala de espera contive-me durante uma hora. Uma hora em que vi entrar e sair mulheres grávidas e eu, ali, de cabeça no ombro do meu marido, rezava para que tudo não passasse de um susto. Entrámos os dois no consultório e, após ser analisada, confirmou-se a perda. "O saquinho está vazio" são palavras que eu jamais esquecerei. O médico explicou, "estas coisas são muito comuns no início da gravidez, daqui a dois ou três meses já pode tentar engravidar novamente". Saí com indicação de ben-u-ron para as dores e descanso. 

Percorro o corredor em direcção ao elevador e deixo cair a máscara de mulher forte. Não aguentava mais. Permito-me chorar alto, perguntar porquê, porquê eu, não acredito nisto... Uma auxiliar de acção médica teve a sensibilidade de me pegar na mão e levar para uma salinha pequena, sentou-me e pediu ao meu marido que se sentasse a meu lado. Trouxe-me um copo de água. "Fique aqui o tempo que precisar", dizia-me. "Vou buscar a declaração do médico para requerer a licença da segurança social". Eu respondi que não precisava, dali seguiria para o trabalho. Aconselhou-me a não fazê-lo, a descansar uns dias. Trouxe o papel. É verdade que não fiz uso dele mas apreciei o seu gesto e, mais ainda, a sua SENSIBILIDADE.

Fui para casa, não tive nem a força, nem a coragem para falar com a única pessoa que me sabia grávida, a minha irmã. Mandei-lhe um sms. Pedi ao meu marido que ligasse para o escritório, falasse com o meu chefe e desculpasse a ausência daquele dia, 5ª feira, e do seguinte, 6ª, com uma infecção nos rins. Sei lá eu onde fui buscar tal argumento, pareceu-me servir. Descontaria os dias em férias. Férias, que ironia!

Mas porquê, pergunto hoje, à distância de dois anos e meio, porquê aquela necessidade de ocultar o sofrimento, sentindo um misto de culpa e de vergonha por ter sofrido um aborto. Que palavra tão horrível! Nem aos meus pais contei. Não era nada daquilo que eu queria. Eu imaginava o momento em que anunciar-lhes-ia que estava grávida, não que estivera grávida e que, poucos dias depois, perdi o meu bebé. O meu bebé. O nosso bebé. 

Partilhei com uma amiga, meses depois. Com a minha mãe, um ano depois.

Sufoquei a minha dor, calei o meu sofrimento, não queria que sentissem pena de mim nem me dessem uma palmadinha nas costas. Muitos nem sequer compreenderiam que se sofre tanto, mas tanto pela perda de um filho que não soubémos o sexo, não conhecemos os traços, nem sentimos o cheiro.

 

Engravidei novamente e tive o meu menino. Correu tudo bem. Ficou tudo bem. Mas não esqueço que PERDI o meu primeiro filho. E também não esqueço o olhar das mães que fizeram comigo o curso de preparação para o parto quando, no primeiro dia do mesmo, eu digo o meu nome, o sexo, o nome do meu bebé e a data prevista de nascimento. Acrescentei o seguinte: "eu não sou mãe de primeira viagem"  - era este o termo que as colegas estavam a usar na sua apresentação. "Este é o meu segundo filho, o primeiro perdi-o às 6 semanas de gestação". Juro que o olhar que recebi foi de recriminação e, nas suas expressões faciais, vi perfeitamente que não percebiam o porquê de eu estar a dizer aquilo ali.

Julgo ser esta a falta de SENSIBILIDADE que se pretende despertar com a petição que vos falava no ínicio.

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Margarida

por Clara, em 16.11.14

Estava a começar o meu almoço quando vi na televisão a notícia de que a pequenina Gui tinha partido. Fiquei triste, fiquei tão triste! Segurei as lágrimas enquanto dei um miminho no meu filho que estava mesmo ali, a meu lado...

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As birras passam com a maioridade?

por Clara, em 31.10.14

O meu filho tem pouco mais de 1 ano e já faz birras, creio que já o disse aqui. Parece mentira, eu sei, mas do que tenho lido (sim, hoje há livros e sites que ensinam tudo!) as birras aparecem cedo, muito cedo, e há que aprender a lidar com elas.

O meu puto, até à data, atirava-se para o chão, de joelhos, à jogador de futebol. Obviamente que, no caso dele, não queria celebrar coisíssima nenhuma, apenas fazer valer a sua indignação por ter sido impedido, por exemplo, de sacar tudo o que está dentro de um armário. Como os pais não lhe passaram cartão decidiu ter uma atitude mais alarmante, bater com a testa na parede!!! Me-do.

Lá para os 18 isto passa, não?

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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