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Violência: os monstros existem

por Clara, em 03.02.15

Como é que um homem consegue valer-se da sua força e brutalidade na própria mulher, nos filhos que nasceram sangue do seu sangue?

Vemos casos de violência doméstica noticiados diariamente e ficamos chocados, claro que sim, mas é so naquele momento, pouco depois esquecemos. Esquecemos porque não conhecemos aquela realidade, aquelas pessoas, até ao dia em que somos postos frente a frente com essa monstruosidade, até ao dia em que alguém chega manchado de nódoas negras, até ao dia em que nos dizem que já denunciaram mas, ainda assim, não restou outro lugar para dormir que não os fundos da sua própria casa. E ficamos paralisados. Enfurecemos, enraivecemos com a impotência de não poder fazer nada. E ficamos só na esperança de que o desfecho seja o melhor e que quem tem nas mãos aquelas vidas faça o que lhe compete, salvar aquela mulher e os filhos do monstro que os aterroriza todos os dias.

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15 comentários

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De Helena A. a 18.02.2015 às 10:34

Sim, quantos e quantos Monstros há neste país...
E o pior é que a Lei OBRIGA as vítimas a sair de casa para as apoiar e não o Monstro!
Maior injustiça não há!!!!!
As vítimas são obrigadas a sair de casa para o Estado não ter de prender os Monstros deste país e ter de arcar com a despesa deles na prisão!!!
Mas será que os custos pessoais, psicológicos e sociais desta Lei são menores que encarcerar Monstros?
Senão vejamos:
custo das consultas nas urgências
custo dos tratamentos
custo dos medicamentos
custo de ausência no trabalho (impacto na produtividade)
custo de baixas
custo de consultas de apoio (consultas de psicologia) para vítimas e família (filhos)
custo de uma família desestruturada
custo de baixo rendimento escolar dos filhos
custo do absentismo escolar dos filhos
custo de casas de acolhimento
custo de apoio a órfãos menores (quando a mãe é morta pelas mãos do Monstro)
custo de uma sociedade afectada por um problema mal gerido pelo Estado

Há que mudar a Lei em vigor com a máxima urgência!!!
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De Luís Silva a 18.02.2015 às 11:18

É verdade, quantos homens são monstros ao demonstrar a sua força bruta nas mulheres, mas, quantas mulheres jogam psicológicamente com os homens e atiram com coisas de casa e partem outras e até deitam a comida fora para não comer, então, também não são monstros?
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De Ana Maria a 18.02.2015 às 11:33

Qualquer um é livre de virar costas e sair porta fora! Se não está satisfeito mude-se. Agora, trancarem-me a porta a impedirem-me de sair, tirar a minha carteira, agarrar na minha filha e fazer de barreira... Por favor!
Ainda há quem tenha conseguido escapar...

Nada mas nada justifica a violência!
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De fernando a 18.02.2015 às 12:01

D. Ana Maria, a resposta que deu ao Luis Silva serve para si, quem é contra a violência de género, é-o contra qualquer forma, não só quando as mulheres são vitimas.
No ano de 2013 foram assassinadas 40 pessoas em ambiente de violência de género, 30 mulheres e 10 homens, mas a violência teve numeros muito mais expressivos, foram mais de 4000 casos de violência fisica e destes 20% foi de mulheres sobre homens, nos casos de violência psicológica os numeros invertem-se e os homens foram as vitimas em mais de 75% dos casos.
Aconselho-a a ler e informar-se sobre a realidade da violência de género em Portugal.
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De Ana Maria a 18.02.2015 às 12:32

Há também violência entre casais de homossexuais, violência entre familiares que vivem juntos (nomeadamente de filhos sobre pais e vice-versa), violência em muitas situações e de muito tipo independentemente do género.
Agora, a prevalência, gravidade e intensidade é indiscutivelmente a exercida pelo homem sobre a mulher.
Lhe garanto que qualquer pai ou mãe receia mais pelo risco que o descendente sofra violência doméstica se for uma filha.
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De fernando a 18.02.2015 às 12:49

Perdoe-me pelo que lhe vou escrever, mas reitero o que escrevi antes, o que a senhora escreveu ao Luis serve para toda a gente, quem está mal muda-se.
O problema está precisamente no que a senhora escreve, e que é escrito pela quase totalidade das pessoas, só às mulheres é dada importância, a violência tem de ser vista e analisada em todas as suas vertentes, e, a haver honestidade posso assegurar-lhe que a violência entre género está "perfeitamente" equilibrada, a diferença entre vitimas não chega a ser de 10%, verdade infelizmente, pendendo mais para as mulheres como vitima.
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De Luís Silva a 18.02.2015 às 14:45

Ana Maria, pois a violência tornou-se um flagelo deste mundo e no doméstico mais terrível ainda, mata-se os mais frágeis, tanto pode ser homem como mulher, mas o mais arrepiante é que muitas vezes não se sabe mais, porque as vitimas tem medo e há julgamentos da sociedade, neste caso falo dos homens que tem vergonha de dizer que são vitimas de violência doméstica, porque são considerados o sexo forte e aí, há sempre dúvidas se é ou não, em relação ás mulheres é mais fácil e infelizmente com as situações que nós vamos sabendo, a morte.
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De fernando a 18.02.2015 às 12:07

D. Clara e as mulheres que violentam homens, serão monstras?
A violência de género é um caso de saúde publica e de más politicas, em especial de protecção às vitimas e no que concerne ao superior interesse das crianças, mas isso dava para escrever um livro e não uma resposta a um post num blog.
Sabe quais são os numeros da violência psicológica em Portugal de mulheres sobre homens, ultrapasse os 75% dos casos registados, em que vale tudo, inclusive alienação ou subtracção de menores até a falsas acusações de maus tratos e abusos sobre crianças.
Informe-se antes de escrever sobre monstros e monstras, talvez fique estupefacta com o que vai encontrar e menos acusadora só de monstros.
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De Clara a 18.02.2015 às 12:24

Caro Fernando, a dirigir-se novamente a mim, peço-lhe encarecidamente, não me trata por dona. Odeio!
Obrigadinho.
Posto isto, concordo com quase tudo o que escreveu, tirando ali aquela última frase, claro está, que aqui quem escreve sou eu. Escrevo sobre o que quero, como e quando quero.
Bom, mas respondendo-lhe (que eu não quero passar por mal educada)... Claro que sim, há monstras (muito embora a palavra não soe bem), e eu sou absolutamente contra a violência psicológica e física, de mulher para homem, de homem para mulher. Mas, sabe. o que mexeu comigo e me fez escrever este post, o que me causou nojo, o que me fez chorar de indignação foi conhecer um caso concreto, sabe. Ali, à frente dos olhos. Nódoas negras na mulher, carteira e telemóvel roubados, saber que foi forçada a dormir na garagem da própria casa, com a filha, com a filha, ouviu bem, com a filha, porque o cabrão bate na mãe e na filha.
Há monstras, há sim, mas eu apenas quis falar dos monstros, em geral, e deste filho da puta, em particular. Perdoo-me o calão!
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De fernando a 18.02.2015 às 13:00

Clara (tomo a liberdade de a tratar só assim)
Compreendo que o blog é seu e escreve sobre e como quer ( nunca me passaria pensá-la como com menos "chá", muito menos por pouco educada) o seu nojo conheço-o, já lidei com ele e mais grave, fui o técnico de saúde que tratou a vitima, sabe, faço parte das vitimas silenciosas, os que lidamos com as vitimas e não nos podemos manifestar, nem somos acompanhados, por muito grandes que sejam os nossos traumas, já tive a minha dose, uma confidencia, recebi uma menina de 12 anos que tinha sido vitima de tentativa de abuso pelo tio, imagina o asco que senti? não, não consegue imaginar (o português vernaculo também faz parte do meu lexico, e se calhar bem mais duro que o seu).
Não assobie para o lado, grite, acuse, faça barulho, mas acima de tudo não vivencie esses traumas, porque depois as vitimas retiram as queixas e nós é que ficamos "mal no boneco".
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De Clara a 18.02.2015 às 14:29

Mais uma vez, concordo. Acredite que sim.
Temos mesmo que gritar e virar o mundo do avesso se preciso for. Em nome da dignidade, de homens e mulheres.
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De 100 Marcas a 18.02.2015 às 14:20

Sei bem o que é viver ao lado de alguém que nos faz mal diariamente.
Não conheço a realidade da violência física, mas a psicológica é o suficiente para me manter sempre em alerta e cheia de medo.
Não é fácil pedirmos ajuda e não é fácil alguém de fora nos ajudar. Ainda por cima quando os maus tratos não deixam marcas e não estão visíveis para as pessoas de fora, há sempre o receio que a vítima esteja a "exagerar".
Ninguém se quer meter entre marido e mulher e "destruir" uma família. A vítima é que tem que enfrentar o agressor e tem que ter a coragem de acabar com tudo, mesmo quando sabe que sair de casa não vai ajudar em nada.
É uma situação que ninguém percebe, só quem a vive e passa por isso.
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De Fernando a 19.02.2015 às 11:53

100 Marcas
Os apoios existem, e ao inves do que pensa, a nivel oficial, deixe de pensar que quem a ouve vai fazer "ouvidos de mercador", procure os serviços do Instituto de Medicina Legal, a APAV, e peça para falar com os psicologos, ou uma esquadra/posto da PSP/GNR e peça para falar com alguem do nucleo de apoio às vitimas.
Cada vez à mais serviços despertos para os problemas da violência de género, acredite no que lhe estou a escrever.
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De Justiceiro a 18.02.2015 às 16:09

Fantochada o neo-feminismo que aqui anda... Fui vitima de violência doméstica durante anos, perdi casa, emprego, faziam-me esperas, sofri calunias, etc. Sou homem e até para apresentar queixa fui gozado, nunca tive qualquer tipo de apoio ou protecção, nem muito menos pude reaver o dinheiro que a outra parte me roubou através de falsificação de documentos, provado em lugar para o efeito... Enfim, sem comentários. E digo mais, tive uma "amiga" que se gaba de fazer carreira a casar, inventar cenas de violência doméstica, ficar com os bens do marido, divorciar, e recomeçar tudo. Até na idade ela mente... E querem vir com moralidades? Poupem-me!
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De Fernando a 19.02.2015 às 12:03

Justiceiro
Não coloque tudo no mesmo saco, as manifestações de repugnancia aqui escritas são, na sua maioria de mulheres, e o próprio blog também o é, normal que "puxem a brasa à sua sardinha".
Sabe quantos homens morreram em 2013 vitimas de violência doméstica? 10!
Sabe quantas mulheres foram condenadas? 3!
Sabe qual foi a percentagem de homens violentados por mulheres em 2013? 18% do total nacional
Este trabalho está feito, os dados são reais e fidedignos, e posso assegurar-lhe que não à erros (se lhe dissesse como sei ficava a saber tanto como eu, desculpe)
O que se passou consigo, passou-se e passa-se com centenas de outros homens, porque os Governantes recusam-se a reconhecer a violência sobre os homens, talvez seja preciso que aconteça a algum politico o mesmo que aconteceu à Deputada que levou a que fosse dada mais atenção à violência de género.
Se tem provas contra a tal "amiga" denuncie-a às autoridades judiciárias, ao calar-se está a ser cumplice dos crimes que ela pratica e fica sem "bases" para puder continuar a dizer-se vitima, porque pactua com a agressora.

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A escrita é o meu espelho e, se querem saber mais sobre mim, basta que consigam ver-me para além dele.

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